Filosofia

Totalitarismo 

Por Rainer Sousa
Mestre em História
Totalitarismo
Hitler e Mussolini: representantes de regimes totalitários do século XX.
 
O totalitarismo é uma experiência política que se refere a alguns tipo de governo estabelecidos na Europa do pós-Primeira Guerra. O termo foi primeiramente cunhado pelo filósofo Giovanni Amendola, que definiu o regime totalitário enquanto auge de um processo onde um indivíduo ou partido político passa a controlar o Estado. No entanto, o totalitarismo também pode ser definido por meio de uma relação com a sociedade onde os indivíduos têm suas vidas intimamente controladas pelo governo. 

Partindo desse ideal onipresente que o Estado totalitário ganha em seu discurso formal, podemos pontuar genericamente alguns dos traços mais recorrentes a esse tipo de governo. Na esfera política, o totalitarismo reprime sistematicamente a existência de diferentes grupos políticos divergentes da orientação oficial. Por isso, tais governos costumeiramente defendem a adoção de um sistema unipartidário, sendo nenhum outro grupo político reconhecido.


Na economia, vemos a instalação de uma doutrina de caráter visivelmente intervencionista. A participação direta do Estado na economia seria um ponto onde qualquer outra forma de ordenação das atividades produtivas seria contrária ao fortalecimento da economia e do próprio governo. Geralmente, esse tipo de intervenção se manifesta na implantação de empresas estatais e na regulação direta dos empreendimentos da iniciativa privada. 

Tendo a concentração de poderes como um de seus traços mais característicos, os governos totalitários estabelecem as forças armadas e policias como uma extensão do Estado. Frente aos possíveis opositores políticos, a polícia tem como papel fundamental garantir a submissão ao governo utilizando de violência física, tortura, prisões arbitrárias, espionagem, censura e exílio. As forças armadas, complementando essa ação, devem estar fortemente munidas contra qualquer ameaça externa. 

Fora essas manifestações diretas de seu poder de ação, o totalitarismo também conta com uma ideologia sistematicamente reafirmada por meio de agências de propaganda. Por meio de uma propaganda massiva, o regime repete sistematicamente uma visão histórico-ideológica da nação. Geralmente, os líderes totalitários buscam reconstruir um “passado glorioso” que deve ser incessantemente glorificado enquanto exemplo a ser retomado. 

Nesse aspecto, a veneração a símbolos e heróis nacionais reforça tal interpretação do passado. O ufanismo nacionalista é repetidas vezes comemorado por meio de manifestações públicas, feriados nacionais, cartazes, canais de comunicação do Estado e políticas educacionais. Além de supervalorizar um passado de glórias, a ideologia totalitarista oferece uma perspectiva de futuro onde a unidade oferece um porvir próspero e soberano. 

Retomando os traços característicos do regime totalitarista, podemos visualizar alguns governos onde esse tipo de ação tomou forma. Entre os mais conhecidos governos totalitaristas podemos destacar o nazismo alemão, o fascismo italiano e o stalinismo soviético. O totalitarismo, sendo uma forma ideal de governo, também teve em cada uma dessas nações características que os diferenciaram. 

Além disso, podemos destacar que as práticas totalitaristas podem existir em alguns governos que não se reconhecem totalitários. Dessa forma, não podemos dizer que o totalitarismo sumiu completamente ou perdeu força entre as nações que partiram para a adoção de um regime democrático. Mesmo em algumas democracias, a questão da liberdade individual, organização dos movimentos sociais ou o sistema eleitoral podem conter alguns traços de natureza totalitária.

 

A importância da política 

Autor: Jessé Maia Rios 


               Muitas vezes, ouvimos diversos eleitores reclamando da política. Muitos chegam até a pensar em não mais votar, afirmando que: “não adianta nada mesmo”... que “o país, o Estado ou o município nunca melhora”..., que “os políticos são todos ladrões e safados”... e outras coisas mais. Todavia até que ponto esse tipo de pensamento faz sentido? Será que a política é assim mesmo tão ruim? No final das contas, qual é a importância da política no dia-a-dia do cidadão? 
             O conceito de política que conhecemos nasceu na cidade grega de Atenas e está intimamente ligado à idéia de liberdade que para o grego era a própria razão de viver. Para os antigos gregos não havia distinção entre política e liberdade, e as duas estavam associadas à capacidade do homem de agir em público ambiente natural do político. 
            Segundo Aristóteles o homem é um “animal político”. Isso porque a fala é o instrumento da política e o homem é o único animal que possui essa habilidade suficientemente desenvolvida. De sorte, tudo o que fazemos desde que envolva nossos semelhantes, é um ato político. Não obstante, o homem moderno não consegue pensar desta maneira pelas desilusões em relação ao político profissional e a atuação deste no poder. 
            A tarefa e o objetivo da política é a garantia da vida no sentido mais pleno, ou seja, sua missão está diretamente relacionada a grande aspiração do homem moderno: a busca da felicidade. A ação política está presente em todos os momentos da vida, seja no aspecto privado ou público. Vivemos com a família, relacionamos com as pessoas no bairro, na escola, somos parte integrante da cidade, pertencemos a um Estado, influímos em tudo o que acontece em nossa volta. Podemos jogar lixo nas ruas ou não, podemos participar da associação do nosso bairro ou fazer parte de uma pastoral ou trabalhar como voluntário em uma causa em que acreditamos. 
            Política todos nós fazemos, às vezes sem nos dar conta. Quando queima a lâmpada de um poste, ligamos para a concessionária de energia, isso já é um ato político, reclamamos de um buraco ou vazamento de água em determinada rua, protestamos contra as cobranças abusivas dos impostos, e outras coisas mais. Em todas essas ações estamos cuidando do bem comum de toda a sociedade. Político é todo cidadão que tem consciência de seus direitos, deveres e obrigações. 
            Caro(a) leitor(a) as eleições estão logo ai. Podemos votar em um político corrupto ou votar num bom político, precisamos sim é conhecer melhor as propostas, discursos e ações dos políticos que nos representam. Numa democracia, como ocorre no Brasil, as eleições são de fundamental importância, além de representar um ato de cidadania. Possibilitam a escolha de representantes e governantes que fazem e executam leis que interferem diretamente em nossas vidas. Escolher um péssimo governante pode representar uma queda na qualidade de vida. Sem contar que são os políticos os gerenciadores dos impostos que nós pagamos. Desta forma, precisamos dar mais valor a política e acompanharmos com atenção e critério tudo que ocorre em nossa cidade, Estado e país.